Pirataria informática: A nova geração "download"
Jogos, músicas, filmes, livros, ou software. À distância de poucos cliques e através de programas de fácil manuseio, tudo isto está hoje ao dispor, de forma gratuita, de um utilizador comum da internet. Há quem lhe chame democratização de informação. Outros vêem-nos como um negócio lucrativo. A lei chama-lhe crime...
Solitários, tímidos, revoltados e perdidos por entre as enormes lentes de garrafão que ocupam o lugar dos olhos. Até há bem pouco tempo, esta era a imagem que muitos associavam a todos os que se dedicavam à pirataria informática. Um conceito de outrora, que se esbate actualmente no cada vez maior número de jovens que se dedicam à pirataria. Depostas as lentes de garrafão, e longe dos algoritomos e códigos construídos para penetrar na informação de sistemas confidenciais, a nova linguagem pirata fala em termos mais simples. "Emule", "Kazaa", mp3, divx são apenas alguns dos "segredos" que permitem aos novos piratas aceder de forma gratuita a um mundo de conteúdos. Música, filmes e software tomam posição dominante num ranking que, saído da internet, assume a forma de prateleiras de cd's e dvd's com que alguns fazem negócios lucrativos. O certo é que os efeitos não se têm feito esperar. Enquanto os cinemas se queixam da quebra de espectadores, as editoras de música vão assistindo à descida vertiginosa dos lucros de vendas. Apresentam-se assim apenas duas das realidades que, nos últimos tempos, têm motivado um combate organizado à pirataria e aos downloads ilegais. Quais os frutos dessa luta? O que leva a nova geração a deixar a ética de lado na hora de carregar no botão mágico de "download"? Perguntas a que a JPR procura dar resposta numa viagem às profundezas do mundo dos piratas dos tempos modernos...


Diana Santos
Gostei!:)