Entrevista

A UP… por José Novais Barbosa

4 de maio de 2006

Há 8 anos atrás, herdou o cargo de reitor de Alberto Amaral. Quatro anos mais tarde, nova vitória, frente a Altamiro da Costa Pereira e Eduardo Oliveira Bernardes. Mas na hora da despedida, nem só de vitórias se faz o balanço que José Novais Barbosa faz à JPR de quase uma década à frente da reitoria da UP.

Sorriso fácil mas tímido; olhar distante; dedo ao ritmo das batidas que vibram, nervosamente, no microfone; silêncios longos antes de iniciar cada frase. Ao fim de poucos minutos de conversa com José Novais Barbosa, estas são algumas das características que saltam à vista no homem que liderou a Reitoria da Universidade do Porto (UP) nos últimos 8 anos. Características que lhe valeram, para alguns, o epíteto de “homem distante”. A mesma definição que Novais Barbosa explica como “uma questão de feitio”. Nada que o tenha impedido de ter chegado, em 1998, ao cargo de reitor - sucedendo, sem adversário, a Alberto Amaral - e muito menos de, quatro anos depois, ter vencido uma das eleições mais disputadas de sempre, frente a Altamiro da Costa Pereira (professor na FMUP) e Eduardo Oliveira Fernandes (professor na FEUP).

Um paradoxo, ou apenas a forma de estar de um homem que, com o mesmo à-vontade que afirma sair “de consciência tranquila” da reitoria, admite a “insatisfação” pelas falhas em áreas fulcrais como a recuperação dos edifícios da UP e a influência junto do poder central? Um paradoxo, ou somente a maneira de ser de um homem que, ao fim de duas vitórias eleitorais, se recusa a orgulhar-se do que alcançou em 8 anos de mandato?

Perguntas com resposta marcada para a entrevista da JPR a José Novais Barbosa, o primeiro reitor da UP no novo milénio, a menos de um mês da retirada.

Por: Ana Rita Basto

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